Em homenagem à Nova York

•Novembro 8, 2009 • Deixe um comentário

O novo clipe de Jay-Z e Alicia KeysEmpire State of Mind” é uma criação belíssima em cima de imagens de Nova York.

Empire State Of Mind

(Songwriters: Carter, S; Hunte, A; Keyes, B; Keys, A; Robinson, S; Sewell-Ulepic, J; Shuckburgh, A)

[Jay-Z]
yeah
Yeah I’m out that Brooklyn.
Now I’m down in Tribeca.
Right next to DeNiro
But I’ll be hood forever
I’m the new Sinatra
And since I made it here
I can make it anywhere
(Yeah they love me everywhere)
I used to cop in Harlem
All of my Dominicanos (Hey yo)
Right there off of Broadway
Brought me back to that McDonalds
Took it to my stash spot
560 State Street
Catch me in the kitchen like Simmons whipping Pastry
Cruising down 8th street
Off-white Lexus
Driving so slow
(but BK, it’s from Texas!!)
Me I’m out that BedStuy
Home of that boy Biggie
now I live on Billboard
and I brought my boys with me
Say what up to Ta-ta
Still sipping Mai Tais
Sitting courtside
Knicks and Nets give me high-5
N**ga, I be Spiked out
I could trip a referee
…tell by my attitude that I’m MOST DEFINITELY FROM…

[Alicia Keys]
New York!!!!
Concrete jungle where dreams are made of,
There’s nothing you can’t do,
Now you’re in New York!!!
These streets will make you feel brand new,
the lights will inspire you,
Let’s hear it for New York, New York, New York

[Jay-Z]
I made you hot n-gga,
Catch me at the X with OG at a Yankee game,
sh-t I made the Yankee hat more famous than a Yankee can,
you should know I bleed Blue, but I ain’t a crip tho,
but I got a gang of n-ggas walking with my clique though,
welcome to the melting pot,
corners where we selling rocks,
Afrika bambaataa sh-t,
home of the hip hop,
yellow cab, gypsy cab, dollar cab, holla back,
for foreigners it ain’t fitted act like they forgot how to act,
8 million stories out there and they’re naked,
city it’s a pity half of y’all won’t make it,
me I gotta plug a special and I got it made,
If Jeezy’s payin LeBron, I’m paying Dwayne Wade,
3 dice cee-lo
3 card marley,
Labor Day parade, rest in peace Bob Marley,
Statue of Liberty, long live the World Trade,
long live the king yo,
I’m from the Empire State thats…

[Alicia Keys]
In New York!!!!
Concrete jungle where dreams are made of,
There’s nothing you can’t do,
Now you’re in New York!!!
These streets will make you feel brand new,
the lights will inspire you,
Let’s hear it for New York, New York, New York

Welcome to the bright light..

[Jay-Z]
Lights is blinding,
girls need blinders
so they can step out of bounds quick,
the side lines is blind with casualties,
who sip the lite casually, then gradually become worse,
don’t bite the apple Eve,
caught up in the in crowd,
now you’re in-style,
and in the winter gets cold en vogue with your skin out,
the city of sin is a pity on a whim.
good girls gone bad, the city’s filled with them,
Mommy took a bus trip and now she got her bust out,
everybody ride her, just like a bus route,
Hail Mary to the city your a Virgin,
and Jesus can’t save you life starts when the church ends,
came here for school, graduated to the high life,
ball players, rap stars, addicted to the limelight,
MDMA got you feeling like a champion,
the city never sleeps better slip you a Ambien

[Alicia Keys]
New York!!!!
Concrete jungle where dreams are made of,
There’s nothing you can’t do,
Now you’re in New York!!!
These streets will make you feel brand new,
the lights will inspire you,
Let’s hear it for New York, New York, New York

[Alicia Keys]
One hand in the air for the big city,
Street lights, big dreams all looking pretty,
no place in the World that can compare,
Put your lighters in the air, everybody say yeaaahh
come on, come,
yeah,

[Alicia Keys]
New York!!!!
Concrete jungle where dreams are made of,
There’s nothing you can’t do,
Now you’re in New York!!!
These streets will make you feel brand new,
the lights will inspire you,
Let’s hear it for New York, New York, New York

[End]

Menina goiana esta é Cora Coralina

•Novembro 7, 2009 • Deixe um comentário

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL DO BRASIL, EM 27/12/80

Cora Coralina, de Goiás

por Carlos Drummond de Andrade

Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina.

Cora Coralina, tão gostoso pronunciar esse nome, que começa aberto em rosa e depois desliza pelas entranhas do mar, surdinando música de sereias antigas e de Dona Janaína moderna.

Cora Coralina, para mim a pessoa mais importante de Goiás, mais do que o governador, as excelências, os homens ricos e influentes do Estado. Entretanto, uma velhinha sem posses, rica apenas de sua poesia, de sua invenção, e identificada com a vida como é, por exemplo, uma estrada.

Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária. Escutemos:
“Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.”
“Vive dentro de mim
A lavadeira do rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso d’água e sabão.
“Vive dentro de mim
a mulher cozinheira
Pimenta e cebola.
Quitute bem-feito.”
“Vive dentro de mim
a mulher proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceito.”
“Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
Tão desprezada
tão murmurada…”

Todas as vidas. E Cora Coralina as celebra todas com o mesmo sentimento de quem abençoa a vida. Ela se coloca junto aos humildes, defendendo-os com espontânea opção, exalta-os, venera-os. Sua consciência humanitária não é menor do que sua consciência da natureza. Tanto escreve a Onde às Muletas como o Poema do Milho. No primeiro texto, foi a experiência pessoal que a levou a meditar na beleza intrínseca desse objeto (“Leves e verticais. Jamais sofisticadas! Seguras nos seus calços de borracha escura. Nenhum enfeite ou sortilégio”). No segundo poema, o dom de aproximar e transfigurar as coisas atribui ao milho estas palavras: “Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece. Sou o cocho abastecido donde rumina o gado. Sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor.”

Assim é Cora Coralina: um ser geral, “coração inumerável”, oferecido a estes seres que são outros tantos motivos de sua poesia: o menor abandonado, o pequeno delinqüente, o presidiário, a mulher da vida. Voltando-se para o cenário goiano, tem poemas sobre a enxada, o pouso de boiadas, o trem de gado, os becos e sobrados, o prato azul-pombinho, último restante de majestoso aparelho de 92 peças, orgulho extinto da família. Este prato faz jus a referência especial, tamanha a sua ligação com usos brasileiros tradicionais, como o rito da devolução: “Às vezes, ia de empréstimo/ à casa da boa Tia Norita! E era centro da mesa/ de aniversário, com sua montanha/ de empada bem tostada./ No dia seguinte, voltava,/ conduzindo por um portador/ que era sempre o Abnegado, preto de valor,/ de alta e mútua confiança./ Voltava com muito-obrigados/ e, melhor cheinho/ de doces e salgados./ Tornava a relíquia para o relicário…”

Relicário é também o sortido depósito de memória de Cora Coralina. Remontando à infância, não a ornamenta com flores falsas: “Éramos quatro as filhas de minha mãe. Entre elas ocupei sempre o pior lugar.” Lembra-se de ter sido “triste, nervosa e feia./ Amarela, de rosto empalamado./ De pernas moles, caindo à toa.” Perdendo o pai muito novinha. Seus brinquedos eram coquilhos de palmeira, caquinhos de louça, bonecas de pano. Não era compreendida. Tinha medo de falar. Lembra com amargura essas carências, esquecendo-se de que a tristeza infantil não lhe impediu, antes lhe terá preparado a percepção solidária das dores humanas, que o seu verso consegue exprimir tão vivamente em forma antes artesanal do que acadêmica.

Assim é Cora Coralina, repito: mulher extraordinária, diamante goiano cintilando na solidão e que pode ser contemplado em sua pureza no livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Não estou fazendo comercial de editora, em época de festas. A obra foi publicada pela Universidade Federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles. Cora Coralina, pouco conhecia dos meios literários fora de sua terra, passou recentemente pelo Rio de Janeiro, onde foi homenageada pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil, como uma das 10 mulheres que se destacaram durante o ano. Eu gostaria que a homenagem fosse também dos homens. Já é tempo de nos conhecermos uns aos outros sem estabelecer critérios discriminativos ou simplesmente classificatórios.

Cora Coralina, uma admirável brasileira. Ela mesma se define: “Mulher sertaneja, livre turbulenta, cultivadamente rude. Inserida na gleba. Mulher terra. Nos meus reservatórios secretos um vago sentido de analfabetismo.” Opõe à morte “aleluias festivas e os sinos alegres da Ressurreição. Doceira fui e gosto de ter sido. Mulher operária”.

Cora Coralina: gosto muito deste nome, que me invoca, me bouleversa, me hipnotiza, como no verso de Bandeira.

E aqui mais uma poesia que gosto muito dessa goiana maravilhosa!

ANINHA E SUAS PEDRAS

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.

(…)

As irmãs Ross – ou the “potato” sisters

•Outubro 30, 2009 • Deixe um comentário

Realmente surpreendente…até para os padrões de um Cirque du Soleil atual, com seus efeitos especiais e ensaios massacrantes. É um video de 1944. Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e se movimentam de uma forma que não parece ser humanamente possível. Nos primeiros 45 segundos elas cantam. Nada demais. Mas o que vem a seguir é impressionante. Assistam.

Gêmeos/as

•Outubro 18, 2009 • Deixe um comentário

Fotos de José Paulo Andrade, português da Cidade do Porto.

53429963.twin_palacioAs torres gêmeas de um palácio medieval

55923767.twins_with_noseA casa “cara” com nariz e boca

79749091.pUEjfKbx.twinclocksrelógios gêmeos

94978052.f9AXBCT9.twinspiralsespirais gêmeas

veja também de José Paulo algumas fotos da cidade do Porto em The Urban Earth

The Fun Theory – um site institucional da Volkswagen

•Outubro 16, 2009 • 2 Comentários

A Volkswagen tem patrocinado algumas modificações em equipamentos públicos, cujo objetivo é fazer do exercício ou da deposição correta do lixo uma coisa divertida. Desse jeito eles estão incentivando as pessoas a usarem escadas comuns ao invés da rolantes, e a jogar lixo nas latas de lixo.

veja que legal nos videos abaixo.

A escada piano

A lata de lixo mais profunda do mundo

É isso aí Linus!

•Outubro 11, 2009 • Deixe um comentário

peanuts throwing rocs

Ocupação Paulo Leminski

•Outubro 8, 2009 • 1 Comentário

No Itaú Cultural rola uma exposição sobre Paulo Leminski, o grande poeta curitibano, com algumas poesias inéditas e muito manuscrito em guardanapos de bar, cadernos, folhas soltas. Vale a pena ir ver.

Eu trouxe essa de lá:

Asas e Azares (Paulo Leminski)

Voar com asa ferida?

Abram alas quando eu falo

Que mais o que fiz na vida?

Fiz, pequeno, quando o tempo

estava todo do meu lado

e o que se chama passado,

passatempo, pesadelo,

só me existia nos livros.

Fiz, depois, dono de mim,

quando tive que escolher

entre um abismo, o começo,

e essa história sem fim.

Asa ferida, asa,

ferida.

Meu espaço, meu herói.

A asa arde. Voar, isso não dói.

Locais de outros mundos

•Outubro 4, 2009 • Deixe um comentário

Recebi por email um post de algum blog, sem créditos, chamado 10 Lugares Alienígenas na Terra, e pesquisando um pouco na Internet, achei uma matéria que parece ser a original (clique aqui) em inglês. Veja algumas fotos desses lugares de outro mundo!

socotraIlha de Socotra com sua vegetação alíenigena

vale da luaVale da Lua em Alto Paraíso de Goiás – Goiás – Brasil

RichatA fossa Richat na Mauritânia

Para ler a matéria em português você tem esse site,

ou esse site,

ou ainda esse,

ou mais esse!

Também já chega!!!!

Rio de Janeiro 2016 Salve Salve

•Outubro 3, 2009 • Deixe um comentário

O video abaixo apresenta dois filmes institucionais feitos pelo COB para defender a candidatura do Rio frente ao Comitê Olímpico Internacional. Dirigidos por Fernando Meirelles, em parceria com Renato Rossi, César Charlone, Nando Olival, Paulinos Caruso e Rodrigo Meirelles, o video traz os filmes Unity e Celebration, trazem o Rio de cartões postais e foram apresentados em Copenhagen ontem.

E este me enviaram por email também do COB, mas não sei quem produziu.

Fetiches

•Outubro 1, 2009 • Deixe um comentário

De Lusa Silvestre, publicado em Blônicas em 23/09/2009

Numa noite dessas borocoxôs, noites sem esperança, M., de bermuda e chinelo de dedo, toscão, entrou na locadora. Escolheu que DVD ia levar, foi na bancada, tudo normal. Daí Ela veio e perguntou o número da ficha, pegou o filme pra registrar, papo vem, papo vai. Tudo normal.  Até que M. soltou um gracejo, piadinha simplória. Ela riu, e quando Ela riu apareceu que usava aparelho nos dentes. Aí M. sentiu um troço subindo, e para recuperar o fôlego, disse:

- Tá gostando de usar aparelho ?
- Como assim, tou gostando ?

Pergunta idiota, “tá gostando de usar aparelho?”.  É o mesmo que perguntar “e aí, tá curtindo o furúnculo?” . Bola fora. Barulhinho de apito na sonoplastia reforçando a gafe. Seguiu o papo. Conversaram mais um pouco. Até que M. comentou de um filme, Ela sorriu de novo – não por achar graça no filme, e sim por cumplicidade, por gostarem da mesma coisa.

Ela levantou de trás da bancada, e veio meio mancando para pegar o filme citado, na prateleira. Quando Ela saiu de trás do balcão, outro impacto: gesso. Uma linda e já meio encardida botinha de gesso, perfeitinha, indo do menisco até os dedinhos pintadinhos de vermelho descascado. E pensar que a noite não dava esperança.

Aí Ela pegou o filme na mão e foi ler a capinha, ver quem estava no elenco, essas coisas de quem gosta de cinema. Afastou a caixa do filme um pouco dos olhos, e M. daí teve um estalo, imaginando o que estava por vir. Exatamente: Ela abriu uma gaveta na bancada e pegou os óculos. Óculos ! Um lindo e sóbrio par para ler de perto.

M. não perdeu tempo. Pá, na hora: convidou pra sair. E começou a namorar com Ela naquela noite mesmo. Fez bem.

Um mês depois Ela tirou o gesso.  Deu um ano, tirou o aparelho. E já ia vendo cirurgia pra corrigir o olho quando M. resolveu agir, antes de perder absolutamente tudo:

- Não, os óculos não. Pelo menos os óculos !